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História do Esporte
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O futebol de mesa
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“Uma criança que nunca jogou botão, perdeu a oportunidade de viver momentos inesquecíveis em sua infância. A magia do futebol em suas mãos, a possibilidade de escalar o time dos seus sonhos, a disputa com os amigos, a alegria do gol... tudo isso faz parte intrínseca da grande paixão que é o Jogo de Botão. Quantos de nosso pais, avós, tios e familiares não gastaram centenas de horas de suas vidas descobrindo e desenvolvendo a alegria de jogar?”
O Futebol de Mesa, também conhecido como Futmesa ou, ludicamente, pelo nome de Futebol de Botão, é um jogo simulado de futebol praticado com botões específicos para o jogo, que representam os jogadores. Assim como o tênis de mesa simula uma partida da modalidade de quadra, o jogo de botão procura reproduzir o futebol sobre um tablado de madeira. Os jogadores são movidos com o auxílio de uma palheta (ou “batedeira”).
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O futebol de botão é um jogo muito praticado como pura diversão em todo o país, tendo feito parte da infância de enorme parcela dos brasileiros de várias gerações. Seu nome popular deve-se ao fato de ser praticado, em seus primórdios, com botões de roupa como peças de jogo. Ao longo do tempo, foram utilizados diversos outros materiais, especialmente tampas de relógio, até chegarem nos atuais discos de acrílico torneados.
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Seu nome de origem é conservado até hoje na linguagem informal. Como esporte, entretanto, é denominado Futebol de Mesa, contando com federações estaduais, nacional e internacional, além de inúmeras ligas em diversos estados.
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O Futebol de Mesa surgiu oficialmente em 1962, com a fundação da Federação Paulista de Futebol de Mesa - FPFM. O número de adeptos foi crescendo consideravelmente e, o que era considerado apenas uma brincadeira, em 1988 ganhou status de esporte no Brasil, através do CND - Conselho Nacional de Desportos.
O primeiro campeonato brasileiro foi disputado em 1982, mas não é reconhecido oficalmente. Seu campeão foi outro baluarte do esporte, Antônio Della Torre. A partir de 1989, com o reconhecimento do Futmesa como esporte, o Campeonato Brasileiro começa a ser disputado anualmente e se mantém desde então.
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A Confederação Brasileira de Futebol de Mesa – CBFM – é instituída em 1992, com a presença de representantes de São Paulo, Paraná, Amazonas e Pernambuco, com o objetivo de promover, organizar, coordenar e representar as federações de Futebol de Mesa junto aos órgãos oficiais ligados ao esporte.
Além dos diversos campeonatos regionais e estaduais, disputados por todo o Brasil, destacam-se as competições nacionais, como o Campeonato Brasileiro Individual, o Campeonato Brasileiro por Equipes, a Copa do Brasil. Através de um intercâmbio com os atletas e entidades europeias do esporte, realizado em 2006, começou a realizar-se também o Campeonato Mundial de Futmesa desde de 2009, regularmente disputado de 3 em 3 anos a partir de então, nas modalidades 12 Toques e Sectorball.
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Atualmente, existem no Brasil milhares de atletas federados disputando torneios oficiais em 17 estados. Entretanto, por ser apaixonante e cheio de nuances, o Futmesa extrapola as fronteiras do país e é disputado em diversos outros países, como o Uruguai, EUA, Japão, Portugal, Hungria, Espanha, Romênia, Sérvia, Espanha, Colômbia, Argentina, Chile e Bolívia, entre outros.

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Origem do Esporte
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A origem exata do Futebol de Mesa, em relação à data e ao país criador, é muito controversa e não há consenso sobre a questão. No Brasil, o primeiro registro confiável que se tem conhecimento data de 1917, sendo praticado no América Futebol Clube - RJ.
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Alguns dizem que é um esporte genuinamente brasileiro, outros dizem que foi criado na Espanha, em 1900, por um jovem chamado José Huelva Quintero, e ainda existem registros da origem sendo na Hungria, também em 1900, em uma versão do jogo chamada “Gombfoci” (“futebol de botão” em húngaro). Existem histórias que a inspiração surgiu do jogo de pulgas, que surgiu na França e que possui mecânica parecida. Existem também registros do jogo em 1910 na Inglaterra.
Outra teoria é que era um jogo disputado por marinheiros, como passatempo em suas longas viagens, e assim teria chegado às cidades portuárias do Brasil. O mais provável, no entanto, é que tenha sido um jogo criado em diversos lugares do mundo, com formatos semelhantes e de forma espontânea.
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<img src="<?php echo base_url(); ?>assets/production/img/destaques/Foto Futmesa Londres 1910.png"/>

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Folhetim Leader, de Londres, 1910, divulgando o futebol de mesa.
O citado Alexander (Sandy) Tait, à esquerda, foi um jogador profissional de futebol de campo.
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Controvérsias à parte, o que todos concordam é que foi o brasileiro Geraldo Cardoso Décourt, baluarte do esporte, quem oficializou a prática quando, em 1930, escreveu um livro de regras para a modalidade, denominado “Regras Officiaes do Foot-Ball Celotex”. Por esse motivo ele é considerado o grande criador do Futebol de Mesa no mundo.
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<img src="<?php echo base_url(); ?>assets/production/img/destaques/football celotex.jpg"/>

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Foto da primeira regra oficial do esporte.
O nome Celotex advém do material utilizado para confeccionar as primeiras mesas de botão.
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Em homenagem a Geraldo Décourt, o dia de seu nascimento – 14 de fevereiro – foi oficializado pelo então governador Geraldo Alckmin em 2001 como o “Dia do Botonista”.
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Materiais de jogo
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Podia ser com rodelas de tijolo ou com botões de casaco. Também eram praticados, posteriormente, com tampas de relógio. Houve quem utilizasse tampas de embalagens de cosméticos para criar seu time, e até quem os confeccionasse com casca de coco. Muita gente já jogou com fichas de poker ou telas de ventilação de armários. Discos de ioiô e puxadores de gaveta. Existem até times feitos com chifres de boi e lanternas de carros.
Não importa. O que sempre importou foi gastar horas e horas brincando de ser técnico de futebol. Quanto ao time, ou material de jogo, valia a criatividade de cada um para arranjar seus artilheiros e zagueiros eficientes. Exatamente por isso, diversos materiais foram utilizados para confeccionar botões: madeira, plástico, galalite, chifre etc.
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Com o tempo, por causa da febre que tomava conta da criançada da época, fabricantes começaram a fornecer produtos industrializados para a prática do esporte. Desde as mesas de jogo (a mais popular é o famoso “Estrelão”, fabricado pela Estrela a partir dos anos 70), até os botões propriamente ditos.
Alguns ficaram muito famosos:

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Os “Bolagol”, fabricados pela Plásticos Santa Marina, que inicialmente eram chamados de “Futebol Miniatura”.
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<img src="<?php echo base_url(); ?>assets/production/img/destaques/saopaulo-onze.jpg"/>

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A coleção “Onze de ouro”, em homenagem à seleção brasileira de 58 e 62. Eram vendidos em bancas de jornal.
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<img src="<?php echo base_url(); ?>assets/production/img/destaques/SaoPaulo2-estrela.jpg"/>

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O “Estrela Chutador”, fabricado pela Estrela nos anos 70
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<img src="<?php echo base_url(); ?>assets/production/img/destaques/SaoPaulo2-estrela.jpg"/>

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Os botões de banca de jornal – Craques da Pelota, os ídolos do Futebol e os famosos “Botões Cristal” da Gulliver – vendidos até hoje em algumas lojas.
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Os Jofer, que tinham um suporte para encaixar os símbolos dos clubes embaixo das tampas transparentes.
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<img src="<?php echo base_url(); ?>assets/production/img/destaques/saopaulo-sportec.jpg"/>
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Os Sportec, em que o próprio cliente decorava seu time. Os botões vinham com os adesivos da faixa, símbolo do clube e do número, e o jogador era quem colava tudo.
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<img src="<?php echo base_url(); ?>assets/production/img/destaques/cosmos-crakes-gel.jpg"/>
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Os botões de celuloide, também conhecidos como “botões tampa”, em referência a seu formato similar aos antigos botões de tampa de relógio. Muitos conhecem esse modelos pela marca mais famosa, a Brianezzi. Outras marcas também ficaram famosas com esse modelos, como os botões Champion e os Cracks da Pelota (posteriormente apenas Cracks e, hoje, chamados de Ki-Gol).
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Modalidades
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12 Toques:
É a regra mais popular no Estado de São Paulo.
Possui esse nome pois cada jogador tem direito a até 12 toques coletivos para chutar a gol. É uma regra bastante dinâmica e a que saem mais gols. Cada partida tem a duração de 20 minutos - 2 tempos de 10 minutos. É jogada com uma bolinha esférica.
Baixe a regra simplificada aqui:
Baixe a regra completa aqui:
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3 Toques:
Possui esse nome pois cada jogador tem direito a até 3 toques coletivos para chutar a gol e é a regra mais complexa de todas e extremamente tática. Cada partida tem a duração de 50 minutos - 2 tempos de 25 minutos. É jogada com uma bolinha esférica.
Baixe a regra completa aqui:
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1 Toque:
Possui duas vertentes: 1 Toque liso e 1 Toque cavado.
Cada jogador tem direito a apenas um toque de cada vez, e é a modalidade mais antiga das oficiais. Ambas as versões são muito táticas. Cada partida tem a duração de 50 minutos - 2 tempos de 25 minutos. Nessa modalidade a bolinha é um disco, ou pastilha.
Baixe a regra completa aqui:
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Dadinho:
É bastante similar à regra 12 Toques; mas o limite é de 9 toques coletivos. Nessa modalidade a bolinha é um cubo, ou dado.
Baixe a regra completa aqui:


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